| Junta de Freguesia - Património Turístico |
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PATRIMÓNIO TURÍSTICO

O sabor da prosa de Saramago obriga qualquer um a ter vontade de visitar o castelo e a Igreja de Santa Maria. A velha fortaleza, que se encontra em estado de ruína, foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, que a reconstruiu.
Mais tarde, pela sua importância estratégica, foi beneficiada por D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel I. Ficou extremamente danificada desde o terramoto de 1755, mas foi ainda de grande utilidade na defesa das Invasões Francesas. A igreja matriz, com alguns elementos decorativos românicos, sobretudo na fachada, é de uma só nave. Merece destaque no seu interior uma pia baptismal do século XVI, um púlpito de balaústres torneados e uma imagem de Santa Maria, na capela-mor.
Património cultural e edificado
Castelo construção anterior a 1148, ruínas do Palácio de Alcaides, Igrejas de Santa Maria do Castelo - monumento nacional, de Santiago, Misericórdia (construída entre 1681 e 1752), Capelas de Nossa Senhora da Nazaré (construída em 1765), de Nossa senhora da Pena (construída em 1734), do sagrado Coração de Jesus (construída em 1982), Nossa Senhora de Fátima (construída em 1960), capela particular da Quinta do Calvel - Orjariça, Ermida de Santa Mirinha, cemitério e capela de S. Miguel (construído em 1977), aqueduto, castro do Zambujal, moinho de vento, estátuas de D. Rafael Maria Assunção (1874-1959) e de Joaquim Agostinho (1943-1984), monumento ao Bombeiro (1997), cruzeiros de Orjariça e Serra da Vila e fontes e fontanários
Forte de S. Vicente situa-se no cimo de um dos mais altos montes que cercam o vale onde está implantada a cidade de Torres Vedras.

É formado por um interessante conjunto de fossos, trincheiras, traveses e posições de fogo, que se mantém com a disposição do tempo da terceira invasão francesa.
A sua construção iniciou-se em 1809 e fazia parte do que viriam a chamar-se " Linhas de Torres Vedras ".
O principal objectivo deste conjunto arquitectónico militar era a defesa de Lisboa. Pretendia-se criar, sob a proposta de Wellington (que previa uma nova invasão do exercito francês), um sistema de fortificações que reforçasse os obstáculos naturais e ao mesmo tempo permitisse a comunicação com o mar, salvaguardando assim uma possível retirada dos ingleses, em caso de derrota.
A construção das "Linhas de Torres" iniciou-se em Novembro de 1809 com os fortes de S. Julião da Barra, Sobral e Torres Vedras, a que se seguiram as fortificações de Mafra, Montachique, Bucelas e Vialonga.
Quando foram ocupadas, em 1810, tinham apenas 108 fortes, pois não estavam concluídas as obras, o que só veio a acontecer em 1812.
O Forte de S. Vicente era um dos pontos mais fortificados das "Linhas de Torres Vedras", continha 39 bocas de fogo e capacidade para 2.000 homens, e juntamente com o Castelo, que continha 11 bocas de fogo, constituíam os dois redutos da vila, aos quais se juntava uma bateria fechada, próxima do Varatojo.
Seguiam as linhas depois pela margem esquerda do Sizandro ate ao mar. Este rio foi tornado na altura praticamente intransponível, pois a agravar o seu curso já de si pantanoso. foram construídas comportas destinadas a reter a água.
O cimento que reveste uma das cisternas e várias moedas e lápides, que se encontram no Museu Municipal, atestam a presença dos Romanos em Torres Vedras e uma antiguidade de construção anterior a Alanos ou Godos.
A rodear a igreja, um cemitério medieval soterrado, do qual se retiraram algumas cabeceiras de sepultura, actualmente expostas no Museu Municipal de Torres Vedras.
Características
O castelo apresenta os estilos gótico e manuelino, constituído pelas seguintes estruturas:
cintura de muralhas apresentando planta ovalada, reforçada a Sudeste e a Sudoeste por cubelos de planta semicilíndrica e pela torre do portão, de planta quadrada, saliente da muralha, com adarve acedido por escada de pedra e encimada por largos merlões quadrangulares rasgados por seteiras. O portão, em arco quebrado é encimado pelo escudo de D. Manuel e por duas esferas armilares com a Cruz da Ordem de Cristo;
Igreja de Santa Maria do Castelo, implantada isoladamente sobranceira dentro da cintura de muralhas, acedida por uma escadaria. Junto dela, abre-se uma cisterna, tendo existido outrora um cemitério medieval;
alcáçova, de planta quadrada irregular, dominada pela torre de menagem no ângulo Sudeste, de planta semicircular, dividida internamente em uma sala de dois corpos e dois planos com abóbada de nervuras. Esta torre possui duas canhoneiras e porta exterior, sendo rematada por merlões quadrangulares. Na cortina Sul e no canto da cortina Norte, rasgam-se portas de acesso ao pátio de armas, onde se dispunham o antigo paço e onde se encontram as ruínas do Palácio dos Alcaides, erguido sobre vestígios de edificações anteriores. Este erguia-se em dois pavimentos que davam para um pátio interior. Dele apenas restam as paredes exteriores, a porta de entrada e, no rés-do-chão, pedaços de paredes e do piso em pedra e tijoleira, além das mísulas em pedra que sustentavam o travejamento do andar superior; deste restam as cantarias das janelas. Nesse pátio abrem-se as clarabóias de uma cisterna. Existe ainda uma terceira, com abóbada de tijolos.
A cerca da vila desapareceu quase por completo, ainda que, em 1830, tenha se procedido a reconstrução dos troços Oeste e Norte
O Castelo foi alvo de obras de reconstrução em 1886 e na década de 1980.
Reconstruído por D. Afonso Henriques após a conquista aos Mouros foi ampliado, no final do século XIII, por D. Dinis.
Foi também alvo de intervenções nos reinados de D. Fernando (1373) e de D. Manuel I (1516).
Da estrutura deste monumento resta a porta ogival, encimada pelas armas nacionais manuelinas, ladeadas por esferas armilares com a Cruz de Cristo.
No século XVI, o Castelo voltou a ser reparado por D. João Soares de Alarcão e Melo, alcaide-mor de Torres Vedras.
Em virtude do terramoto de 1755, apenas restam panos de muralha que assentam em muros de épocas anteriores à Idade Media; uma pequena torre cilíndrica a S.E. (que tem no interior uma sala de dois corpos e dois planos com abóbada de nervuras); no terreiro, sinais do antigo Paço, locais de cisternas e as ruínas do Palácio dos Alcaides, construído sobre alicerces e muros de edificações anteriores.
O Palácio dos Alcaides
Era composto por dois andares, que davam para um pátio interior que tinha uma cisterna. Restam todas as paredes exteriores, a porta de entrada e, no rés-do-chão, existem ainda pedaços de parede e chão em pedra e tijoleira, assim como as mísulas em pedra, que sustentavam o travejamento do andar superior. Deste restam as cantarias das janelas.
Em 1810, o Castelo passou a Forte das Linhas de Torres e, em 1846, serviu de quartel às tropas do Conde de Bonfim. Em 1830, procedeu-se à reconstrução dos lanços oriental e norte.
Dentro da área cercada pela cintura de muralhas situa-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, junto da qual existe uma cisterna.
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